sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Chevrolet Corsa: Um dos Carros Populares Mais Vendidos do Brasil

Corsa é um modelo de carro da Chevrolet do Brasil. Também é produzido sob as marcas Vauxhall (na Grã-Bretanha) e Opel (na Alemanha e na Espanha).
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Originalmente da fabricante Opel (subsidiária da General Motors), o Corsa foi um projeto surgido no final da década de 1970 em resposta ao crescente mercado conquistado por carros pequenos na Europa devido ao aumento do preço do combustível e problemas de congestionamento e tráfego.

A Volkswagen e a Ford já tinham seus modelos de carros pequenos (Polo e Fiesta, respectivamente), e o Corsa foi o modelo escolhido pela General Motors.
A Opel construiu uma nova fábrica em Zaragoza, Espanha, para a construção desse seu novo modelo, batizando-o com a tradução para o italiano da palavra “corrida”: corsa.
Ele possui a mesma estrutura básica de seus concorrentes: carroceria estilo hatchback de três e cinco portas, tração dianteira e motor transversal.
Sua primeira versão foi lançada em 1983, e lembrava seu modelo inspirador, o Kadett D, porém menor e com motores econômicos variando de 1,0 L a 1,5 L.
Em 1993, estreou na Alemanha a 2a geração do modelo.
Em 2000, entrou em produção na Alemanha a 3a geração do carro.
Em 2006, foi apresentada a 4ª geração do Corsa.
O Chevrolet Corsa foi lançado no país em 1994, com as formas da 2a. geração do Opel Corsa alemão. O modelo veio para cá com a importante missão de substituir o Chevrolet Chevette, o que conseguiu com muito mais sucesso do que o esperado, pois no segundo ano de sua produção já era líder de mercado em seu segmento. Na época, foi uma inovação no segmento dos carros pequenos, pois trouxe um projeto moderno, com linhas arredondadas e acréscimos em termos de segurança e mecânica: na versão Wind 1.0 foi o primeiro carro popular com injeção eletrônica de combustível.
No início, o carro contava com as versões Corsa Wind 1.0, Corsa Wind Super 1.0, Corsa GL 1.4 e Corsa GSi 1.6 (16 válvulas).
Com o tempo, a versão GL ganhou o acréscimo do motor 1.6 (8 válvulas), aposentando o propulsor 1.4 e surgiu mais uma opção de carroceria, com 5 portas. A versão GSi foi descontinuada, em função das poucas vendas (e do alto custo de produção) e a versão Wind Super foi renomeada para Corsa Super.
Em seguida, a 1a. geração do Corsa nacional originou o Corsa Pickup, com motorização 1.6. Posteriormente, o Corsa originou a linha Corsa Sedan, para a linha 1996, e a Corsa Wagon (modelo Station Wagon), em 1997, que ofereciam os motores 1.0 (a partir de 1998) e 1,6.
Enquanto em 2000 para 2001 a 3a. geração do Opel Corsa alemão entrava em produção na Europa, o Corsa brasileiro seguia em produção no Brasil, sem qualquer renovação no estilo, em todas as suas versões.
Em 2002, o carro recebeu sua primeira grande remodelação, acompanhando o estilo ditado pela versão alemã, porém, com retoques no capô, traçados pelos engenheiros da Chevrolet brasileira, com carroceria única de 5 portas no modelo hatch. Uma das novidades era o teto solar e os três cintos traseiros de três pontos - o primeiro já está “aposentado”. Outra novidade logo aposentada por insucesso foi o sistema autoclutch, com câmbio manual que dispensava o pedal da embreagem, disponível somente para as versões 2002 com motor de 1.0 litro.
Como antes, o carro contava com motor 1.0, tendo sido acrescentada a opção de propulsor de 1.8 litro, substituindo o anterior 1.6. Novamente, o Corsa dá origem a uma família de modelos, que inclui um monovolume, a Meriva, o sedan de 4 portas e uma picape com nome próprio, a Montana. Desses modelos, somente o acompanhou o hatch em todas as motorizações. A Meriva e a Montana são oferecidas com motorização 1.8. A geração anterior do Corsa foi renomeada para Chevrolet Classic e continua sendo produzida com carroceria sedan e motorização 1.0.
Com 4 anos de mercado, em 2006, a 2a geração do Corsa brasileiro já mostra sinais de cansaço, contudo, no final de 2008, como linha 2009, a Chevrolet brasileira pretende seguir os passos da Opel, que lançou a 4a. geração do Corsa na Europa, mas utilizando a plataforma da geração atual.
A linha Corsa 2008 traz a inovação da motorização 1.4 e 1.8, bicombustível Flexpower. Essa novidade afeta a linha Corsa, Corsa Sedan e picape Montana. Há boatos que em 2008 saia de linha o motor 1.0 para não concorrer com a nova linha de compactos que irá chegar em 2009.
Eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano de 1995 e de 1996.
  • Mesmo havendo um Corsa Sedan de 2a geração, o Corsa sedan de 1a geração permanece em linha até os dias atuais, renomeado como Corsa Classic ou apenas Classic. É o 2o modelo mais vendido da Chevrolet no Brasil, perdendo apenas para o Chevrolet Celta.
  • O Chevrolet Corsa brasileiro de 1a geração cedeu a plataforma e mecânica para a elaboração de um novo modelo, fora da família Corsa, o Chevrolet Celta, que começou a ser fabricado em 2000 e permanece sendo fabricado até os dias atuais, tendo sofrido uma plástica em meados de 2006, mas mantendo o mesmo conjunto mecânico do Corsa brasileiro de 1a geração. É o carro mais vendido da Chevrolet brasileira e foi inteiramente projetado e concebido no Brasil.
  • A versão 1.0 flex (77cv. gasolina e 79cv. álcool), que foi lançada em 2005 já como modelo 2006 possui o motor de produção 1.0 aspirado mais potente do mundo atuamente.
Numa época em que os carros equipados com motores de 1 litro eram versões absolutamente despojadas dos modelos “normais” – sem tampa de porta-luvas, com partes metálicas internas aparentes (caso do Uno), sem difusores de ar internos laterais (Uno e Gol 1000) e vidros mais finos (Chevette Junior), o Chevrolet Corsa chegou para surpreender. Lançado em 1994, o Corsa Wind contava com motorização 1-litro, potência de 50 cv e injeção monoponto. Trazia um ótimo acabamento interno, com portas forradas de tecido, plásticos de boa qualidade, todos os difusores de ar em seus lugares, espelho retrovisor do lado direito, entre outros itens. Sem falar do design então bastante moderno, já que na Europa o Corsa era um modelo recente, lançado apenas um ano antes. Bons tempos aqueles…
O lançamento desse carro fez com que a própria concorrência reagisse com produtos de melhor qualidade, que passaram a ser apresentados já no ano seguinte (Gol 1.000i AB9 – o “Bolinha” –, Fiat Palio e outros). Poucos meses depois do 1.0, seria a vez do Corsa GL 1.4, de 60 cv e com vários itens de série, como desembaçador, limpador e lavador do vidro traseiro, conta-giros, banco traseiro bipartido com encostos de cabeça etc.
Para 1995 chega a versão GL 1.4 de quatro portas; em 1996 vem a picape, primeiramente com motor 1,6-litro monoponto, de 72 cv, e o Sedan (nas versões GL e GLS), ambos exclusivos para o Brasil. Nessa altura é apresentado um novo motor 1.6 8V com injeção multiponto; e o antigo 1.6, que durou pouco, deixa de ser produzido. Por sua vez o 1-litro também ganha injeção multiponto e sua potência sobe para 60 cv. E uma versão mais luxuosa do 1.0 é lançada, denominada Super, com carroceria hatch de duas e quatro portas.
O investimento na linha não pára e é apresentada a interessante versão GSi, equipada com motor de 1,6 litro 16V (4 válvulas por cilindro) com potência de 109 cv e kit aerodinâmico (ambos importados da Alemanha), além de rodas de liga-leve de aro 14, direção hidráulica, ar-condicionado etc. Teto solar e sistema de freios ABS eram oferecidos como opcionais. Em 1997 a GM lança o motor 1.6 16V nacionalizado, agora com potência de 102 cv para equipar o Sedan e a recém-lançada perua Corsa Wagon. O GSi sai de linha em 1997.
Para 1998 o Wind passa a ser oferecido com quatro portas e sedan. É criada a série especial Champ, em homenagem à Copa do Mundo. Para 1999 é apresentado o motor 1.0 16V de 68 cv, disponível para o hatch Super, Sedan e Wagon. O hatch é disponibilizado também na versão GLS.
No ano 2000 o carro passa pela primeira “cirurgia plástica” desde seu lançamento. Novos pára-choques, capô do motor, grade e lanternas traseiras, além de forrações e desenho do painel de instrumentos, fazem parte do pacote de mudanças. Em 2001 é lançada a versão Super, com motor de 1,6 litro; a série especial Millenium (1.0 8V) e o Wind com motor 1.6 8V. Em 2002 as versões GLS 1.6 16V da Wagon e do Sedan saem de linha.
A chegada da nova linha Corsa, em 2003, substitui quase todos os modelos – à exceção do Sedan, que sobrevive até hoje com o nome de Classic. Primeiramente esta versão era equipada com motor 1-litro de 60 cv, passando em seguida a contar com o 1.0 VHC, de 70 cv – além do 1,6-litro de 92 cv. Atualmente são dois os motores, ambos flexíveis em combustível (pode ser abastecitos com álcool, gasolina ou qualquer mistura dos dois): 1 litro VHC de 77/79 cv (gasolina e álcool, na ordem) e 1,8-litro de 112/113 cv.

Cuidados na compra

O Corsa não apresenta grandes defeitos crônicos, mas como todo veículo usado, exige vários cuidados na hora da compra. Os ruídos internos são uma constante, vindos das portas, painel e tampa traseira. A solução é calçar tudo com espuma adesiva, para minimizar o problema. A suspensão dianteira e a direção do Corsa também merecem bastante atenção. Geradoras de barulhos, as bandejas devem ter as buchas verificadas, assim como a caixa de direção. Nos modelos com direção hidráulica, com o tempo vai se tornando cada vez mais difícil esterçar o veículo, devido ao desgaste da caixa e à própria geometria da coluna de direção.
O descoloramento de algumas peças plásticas internas e dos pára-choques sem pintura é mais uma ocorrência comum nos Corsa. Nas unidades mais antigas, as canaletas dos vidros apresentavam desgaste acentuado, fazendo com que os vidros saíssem dos trilhos. No GSi, as peças do kit aerodinâmico já são difíceis de achar e as tampas inferiores, que vão nas saias laterais, caem com facilidade. Quando encontradas, são caras, assim como as demais partes do kit.
Algumas unidades apresentaram problemas de rompimento do suporte do cinto de segurança em acidentes, fruto de um defeito no trilho do banco. Verifique se no modelo que está sendo adquirido não há marcas de rachaduras na ancoragem desse suporte ao trilho do banco, o que pode provocar sérias conseqüências em caso de batidas. A GM realizou recall para substituir essa peça. Verifique no manual do proprietário se no modelo em questão há comprovante da participação no programa.
Mecanicamente, verifique se há ruídos ou vazamentos na bomba d`água, vazamentos de água pelos selos do motor – principalmente nas versões 1.6 – e ruídos no esticador da correia dentada. Aliás, a correia deve ser o primeiro item a ser verificado, para evitar surpresas. Por via das dúvidas, é melhor trocá-la. A válvula EGR é sensível à gasolina nacional, principalmente as de qualidade duvidosa. O sensor de temperatura, em carros mais rodados, também pode apresentar defeitos. Verifique ainda se o engate das marchas não está difícil, o que indica problemas no trambulador ou mesmo nos coxins de motor e câmbio. E nos modelos com ABS, a luz costuma acender sem que o sistema esteja com problemas. Boa sorte!

Óleo Lubrificante Para o Seu Carro - Tudo o Que Você Precisa Saber

Quantos tipos de óleo de motor existem? Como são eles?

Os óleos são caracterizados por suas especificações. Para melhor defini-los, precisamos observar três aspectos:
1) Especificação de desempenho - a mais tradicional é a API (Instituto Americano de Petróleo), mas existem especificações européias, como Acea e as respectivas de cada montadora. Para API a especificação mais moderna é a SM, que está sendo introduzida no Brasil, principalmente para produtos de alta performance, uma vez que requer óleos básicos especiais.


2) Especificação de viscosidade - regulada pela SAE (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade), há basicamente dois grupos, o de monoviscosos (como 30, 40 e 50) e multiviscosos (como 20w50, 10w40, 5w40); os multiviscosos têm maior capacidade de resistir à variação térmica dos motores, apresentando menor redução de valor quando do aumento da temperatura.
3) Base do óleo - pode ser mineral, sintética ou semi-sintética. As marcas tradicionais no mercado (Petrobras, Shell, Texaco, Mobil, Castrol, Ipiranga e Repsol) costumam ter produtos que atendem a essas especificações.
Detalhando um pouco mais:
Óleo mineral multiviscoso - O mineral multiviscoso é o mais comum no mercado. Esse tipo de óleo é adequado para qualquer motor, sendo ele de qualquer cilindrada ou combustível. Sua principal característica é adaptar a viscosidade de acordo com a temperatura de funcionamento do motor.
Vamos tomar como exemplo o 15W40. O primeiro número indica a viscosidade do óleo em uma temperatura baixa, como na hora da partida, e o segundo indica a viscosidade à temperatura operacional. Quanto menor o primeiro número, mais fino é o óleo e quanto maior o segundo, mais grosso. O cuidado necessário é efetuar as trocas antes de atingir o limite de quilometragem, nesse tipo de óleo recomendada a cada 5 mil quilômetros. Caso passe despercebido, com o tempo provoca alto índice de carbonização interna do motor que, a partir de então, fica sujeito a falhas e quebras.
Óleo semi-sintético - O semi-sintético é o óleo que mistura a base sintética com a mineral. Esse tipo é recomendado para motores mais potentes que trabalham em altas rotações. Mas, nada impede seu uso em motores menos potentes. Provoca menos carbonização interna e contribui para amenizar o atrito entre as peças internas do motor, principalmente durante a partida, quando a maior parte do óleo encontra-se em repouso no cárter – reservatório do óleo. Ele também é do tipo multiviscoso. A troca é recomendada pela maioria dos fabricantes a cada 10 mil quilômetros, mas convém efetuá-la antes disso, por volta dos 8 mil.
Óleo sintético - Os sintéticos são os mais elaborados e caros e prometem manter a viscosidade constante, independentemente da temperatura de funcionamento do motor. Com essa característica a tendência é não carbonizar o motor. São indicados para os modelos esportivos que trabalham em regimes mais severos. A troca é recomendada a cada 20 mil quilômetros, mas é bom ficar sempre atento ao nível.

Como decido que tipo de óleo usar?

A definição do lubrificante envolve uma série de quesitos, mas a forma de simplificá-la é seguir a recomendação do manual do proprietário, que traz a recomendação do fabricante que é quem melhor conhece seu veículo e pode definir, por meio de testes, as condições operacionais e a especificação mais adequada do lubrificante.
Seguindo essa recomendação, trabalhando com marcas tradicionais e confiáveis e consultando seu mecânico de confiança, você chegará a uma escolha adequada. Tendo dúvida, o cliente ainda pode consultar o serviço de atendimento ao cliente. Também no rótulo das embalagens em geral se encontra um número de atendimento, quase sempre um 0800 que pode ser acionado pelo cliente.

Quando devo completar o nível de óleo?

Com o uso do carro, o nível do óleo baixa um pouco devido às folgas do motor e à queima parcial na câmara de combustão. Assim, enquanto não chega a hora de trocar o óleo, devemos ir completando o nível.

Qual o nível correto do óleo no carro?

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, o nível correto se encontra entre os dois traços e não só no traço superior. Se o óleo fica abaixo do mínimo da vareta, o motor pode ser prejudicado por falta de lubrificação. No entanto, se o óleo fica acima do máximo da vareta, haverá aumento de pressão no cárter, podendo ocorrer vazamento e até ruptura de bielas, além do óleo em excesso ser queimado na câmara de combustão sujando as velas e as válvulas, danificando também o catalisador no sistema de descarga do veículo.

Quando devo trocar o óleo do carro?

Quando atingir o período de troca recomendado pelo fabricante do veículo e que consta do manual do proprietário. Os atuais fabricantes dos motores vêm recomendando períodos de troca cada vez maiores, dependendo do tipo de serviço e da manutenção do carro.

É verdade que o motor deve estar quente na hora de troca de óleo?

Sim, porque quando o óleo está quente, ele fica mais fino e tem mais facilidade de escorrer, além do que as partículas de impurezas ainda estão em suspensão.

Quanto tempo devo esperar para medir o nível de óleo?

É importante que se espere pelo menos 15 minutos após o motor ter sido desligado para medir o nível. Isso ocorre porque, neste tempo, o óleo vem descendo das partes mais altas do motor para o cárter e assim podemos ter a medida real do volume.

Posso aumentar o período de troca quando uso óleos sintéticos?

Embora os lubrificantes sintéticos ofereçam qualidade superior, a maioria dos fabricantes de veículos ainda não diferencia os períodos de troca entre sintéticos e minerais. Recomendamos então seguir a indicação do manual do proprietário.

Qual a diferença entre “serviço severo” e “serviço leve”, que são termos usados pelos fabricantes de veículos quando falam em intervalos de troca?

Serviço severo é típico para os carros que andam nos centros urbanos, com o anda-e-pára do tráfego e por pequenas distâncias, de até seis quilômetros, ou em estradas em que haja muita poeira. Serviço leve é aquele em que os carros trafegam por percursos longos e velocidades quase constantes em rodovias com boa pavimentação, como no caso de viagens.

O filtro de óleo também deve ser trocado? Quando?

Sim. O óleo, com seus aditivos detergentes e dispersantes, carrega as sujeiras que iriam se depositar no motor. Ao passar pelo filtro, as impurezas maiores ficam retidas, e as menores continuam em suspensão no óleo. Chega um momento em que o filtro, carregado de sujeira, dificulta a passagem do óleo, podendo causar falhas na lubrificação. A situação se agrava quando ocorre o bloqueio total do filtro de óleo, o que pode causar sérios danos ao motor.
O período de troca do filtro de óleo também é recomendado pelo fabricante do veículo e consta do manual do proprietário. Normalmente ela é feita a cada duas trocas de óleo. Porém já existem fabricantes que recomendam a troca do filtro a cada troca do óleo, para que não haja mistura do óleo novo com o residual que se encontra no filtro.

Devo adicionar algum aditivo ao óleo para melhorar o desempenho?

Não há necessidade de adicionar aditivos complementares ao óleo. Os lubrificantes recomendados já trazem todos os aditivos necessários para atender perfeitamente ao nível de qualidade exigido.

Quais são os efeitos de usar cada óleo em cada tipo de motor? Se eu comprar um óleo para alta performance e colocá-lo em meu carro 1.0, estarei correndo algum risco?

Quando o óleo atende ou supera a especificação requerida pelo fabricante, os efeitos são só positivos, pois o lubrificante vai exercer sua função de forma adequada, garantindo que o motor estará sempre bem lubrificado. O grande problema é utilizar lubrificantes com especificações inferiores ao exigido pelo fabricante, pois essa prática poderá fazer com que o motor funcione sem atender ao mérito de limpeza adequadamente, causando desgastes prematuros, redução da vida útil do lubrificante, entre outros problemas.

Há casos em que posso desperdiçar dinheiro? Ou seja, comprar um óleo mais caro sem precisar?

O que precisamos avaliar aqui é o custo do lubrificante quando comparado ao custo total de manutenção e o próprio valor de veículo, principalmente quando analisamos a taxa de freqüência de troca que gira em torno de uma a duas trocas por ano. Correto seria utilizar lubrificantes que atendam a especificação do veículo. Utilizar lubrificantes superiores, ainda que possa ser mais caro, vai garantir que seu motor esteja bem protegido.
Caso o consumidor se sinta confortável em utilizar especificações superiores, não estará desperdiçando dinheiro, pois seu carro apresentará uma melhor lubrificação, o que pode aumentar sua vida útil e reduzir os custos de manutenção. Um ponto importante a observar é que os óleos sintéticos têm viscosidades mais baixas, o que em carros muito antigos pode implicar em um maior nível de consumo de óleo, que precisa ser acompanhado. O litro de óleo mineral custa a partir de R$ 6, e o de sintético chega a R$ 60.

Qual é a relação entre usar combustível de um posto não muito confiável e a questão da lubrificação?

Combustíveis adulterados são danosos ao motor e implicam queima inadequada e excesso de sujeira no motor. Lubrificantes de maior performance, como semi-sintéticos e sintéticos poderiam resistir um pouco mais que os minerais, mas não seriam suficientes para evitar a borra em motores que rodam com combustíveis fora das suas especificações, principalmente aqueles adulterados com solventes.

É verdade que o óleo de motor deve ser claro, e o de engrenagem, escuro?

Não. Os óleos lubrificantes são formulados misturando-se básicos e aditivos e a sua cor final dependerá da cor do básico e do aditivo que forem empregados na sua formulação. Além disso, a cor não tem nenhuma influência no desempenho do óleo.

O óleo mais escuro é também mais grosso?

Eis outro conceito errado. O óleo mais claro pode ser mais viscoso (grosso) do que um óleo escuro e vice-versa.

Por que o óleo de motor fica escuro com o uso?

Para realizar a função de manter o motor limpo, o óleo deve manter as impurezas que não ficam retidas no filtro de óleo em suspensão, para que elas não se depositem no motor. Desta forma, o óleo se torna mais escuro, e o motor fica limpo.

Ouço dizer que óleo bom é aquele que não baixa o nível e não precisa de reposição. É verdade?

Não. A boa lubrificação é aquela em que o óleo lubrifica até o anel do pistão mais próximo da câmara de combustão onde esse óleo é parcialmente queimado, sendo consumido. É normal um consumo de meio litro de óleo a cada 1.000 quilômetros, levando-se em conta carros de passeio. Mas cada fabricante de motor especifica um consumo normal para seu motor, de acordo com o projeto. É bom ressaltar que carro novo consome óleo, sim senhor!

Ford Fiesta: O Carro Popular Mais Vendido da Ford No Brasil

O Ford Fiesta é um modelo de carro fabricado pela montadora Ford no Brasil e na Europa. No Brasil recebeu uma pequena face-lift no começo de 2007. Deu origem à picape Ford Courier, em 1997. Forneceu sua plataforma para o Ford Ka (na geração MK4 do Fiesta), lançado no Brasil também em 1997.
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O Ford Fiesta, veículo campeão de vendas da Ford no Brasil é um dos destaques da marca no Salão do Automóvel. A maior novidade é o protótipo Trail Concept, criado no Centro de Desenvolvimento do Produto da Ford em Camaçari, na Bahia. A função do modelo, exibido em primeira mão, na cor laranja “Orange Crush”, é servir como exercício de estilo para testar a aceitação de novas propostas de design que poderão ser seguidas pela linha no futuro.

Outras quatro versões atuais do Fiesta estão incluídas na exposição, sendo duas Hatch e duas Sedan, com motores Flex 1.6 e 1.0 e equipadas com acessórios originais Ford. O Fiesta Hatch Flex 1.0 traz rodas de liga leve de 14 polegadas, faróis de neblina e soleiras. O modelo Hatch Flex 1.6 é personalizado com o kit ST, composto de aerofólio, saias laterais e spoilers dianteiro e traseiro, além de soleiras, tapetes, manopla e pedaleiras esportivas.
O Fiesta Sedan Flex 1.0 exibe rede porta-objetos no porta-malas e soleiras. O Sedan Flex 1.6 também é incrementado com o kit aerodinâmico - aerofólio, saias laterais e spoiler dianteiro - além de rodas de liga leve de 14 polegadas, faróis de neblina, rede porta-objetos no porta-malas, CD-player com MP3, manopla e pedaleiras esportivas.
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No Brasil, foi lançado em 1995, como modelo importado da Espanha, no estilo de carroceria da 3a. geração (MK3), nas versões 3 e 5 portas, com motor Endura-E 1.3L, injeção eletrônica monoponto, com módulo eletrônico EEC-IV, e um acabamento bom comparado aos concorentes da época, como Chevrolet Corsa GL 1.4 E.F.I, Fiat Uno CS 1.5 i.e., e Volkswagen Gol CLi 1.6.
No ano seguinte, 1996, foi lançado o modelo já fabricado no Brasil, reestilizado, no estilo MK4, mais arredondado. Veio substituir o Escort Hobby. Não primava pela estética exterior, mas apresentava um excelente conjunto mecânico, suave e econômico, com as opções de motores Endura-E 1.0L EFI, 1.3L EFI e Zetec-SE 1.4 16V EFI, todos com injeção de combustível multiponto com módulo EEC-V. Destacava-se também pelo acabamento interno, com materiais de qualidade superior comparado à concorrência do seu segmento, entre os modelos nacionais. Era oferecido nas versões básica (Popular) e CLX, com opções de motor 1.3L e 1.4L 16V, com variações de acabamento interior em cores cinza azulado ou bege. Em 1998 surge a série especial Class, derivada da versão Popular, oferecido no começo apenas com 3 portas e direção hidráulica de série, e, em todas as versões, o air bag passa a ser opcional, e o acabamento interno passa a ser diferenciado, com estilo mais jovial. Já em 1999 a produção do modelo 1.3L termina, dando lugar à versão 1.0 Class, que deixa de ser série especial, agora apenas com 5 portas.
Em 2000 sofre alteração leve no design, apresentando um conjunto frontal mais agressivo, e novos motores. Saem de linha os Endura-E e Zetec-SE para dar lugar aos novos Zetec RoCam 1.0L e 1.6L, mais potentes, porém menos econômicos. As versões oferecidas passam a ser a GL (básica), GL Class (intermediária), ambas com motor 1.0L, e a GLX (mais luxuosa), com motor 1.6L. Ainda em 2000, é oferecida a série especial Sport, nas opções 1.0L e 1.6L, com acabamento interno e externo esportivo, em uma única cor: Vermelho sólida. Entre os diferenciais, destacavam-se o párachoques dianteiro idêntico à versão esportiva ST européia, aerofólio traseiro, e saias laterias e traseira, além de rodas de liga-leve aro 14″ e interior com apliques na cor prata metálico no painel, e pedais e manopla de câmbio esportiva. Em 2001 chega a série básica Street, que passa mais tarde a ser produzida em larga escala, até hoje, e os indicadores de direção frontais (acoplados ao farol) e laterais, nos paralamas, passam a ser transparentes, quando antes eram na cor âmbar, além dos tecidos internos serem revistos.
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Por fim, em 2003, chega a nova geração, MK5, com nova carroceria, seguindo o conceito new-edge, da Ford, com arestas ressaltadas e harmonia entre linhas retas e arcos. Era oferecido nas versões Personnalité 1.0L (a versão de entrada), Supercharger 1.0L (intermediária - o primeiro carro de série no Brasil a usar um compressor mecânico), e o Class 1.6L (top de linha).
Em 2007 o modelo passou por uma reestilização leve, ganhando um interior menos simplório, com novas linhas, texturas, tecidos e cores, e modificações externas, como nova frente, mais robusta, e nova traseira, com lanternas de lentes transparentes.E a antiga serie Trail deixa de ser um conjunto de acessórios instalados nas concessionárias para ser uma versão de série.
Curiosidades: Derivado do último modelo (o Mk5) e baseado no europeu Ford Fusion (pequeno utilitário mais urbano - não confundir com o sedan mexicano, de mesmo nome), surgiu o Ford EcoSport.
Atualmente, está a venda no Brasil nas versões:
  • Hatch 1.0 FLEX/1.6 FLEX
  • Hatch Trail 1.0 FLEX/1.6 FLEX
  • Sedan 1.0 FLEX/1.6 FLEX
O veículo também possui kits de personalização (acessórios) originais de fábrica: Kits Pulse, Fly e Class.
Em breve será substituido na Europa por um modelo derivado do conceito de estilo chamado Ford Verve. Há rumores de que este novo modelo se chame ainda Fiesta e venha para o Brazil, em 2010. E que outro conceito, o Ford Kuga, recém apresentado na versão final, venha a inspirar uma nova geração do EcoSport, cuja primeira reestilização deve acontecer logo em 2008.

  Motores do Ford Fiesta

  • 1.0 8V Endura-E gasolina - 51.5 cv líquidos
  • 1.0 8V Zetec Rocam gasolina - 65 cv líquidos
  • 1.0 8V Zetec Rocam Supercharger gasolina - 95 cv líquidos
  • 1.0 8V Zetec Rocam flex - 71/73 cv líquidos
  • 1.3 8V Endura-E gasolina - 58.1 cv líquidos
  • 1.4 16V Zetec-SE importado gasolina - 88.8 cv líquidos
  • 1.6 8V Zetec Rocam gasolina - 95 cv líquidos
  • 1.6 8V Zetec Rocam flex - 105/111 cv líquidos

Instalar o ar-condicionado ou direção hidráulica fora de fábrica é vantajoso?

Em regiões como o Nordeste, onde, na época de Inverno, o sol ainda teima em aparecer, o ar-condicionado deixa de ser um item de luxo, passando a ser um equipamento obrigatório. Mas a peça original de fábrica nem sempre cabe no bolso do consumidor, surgindo a possibilidade de instalá-la em oficinas independentes. No entanto, será que a instalação é um bom negócio? Os especialistas do setor dizem que o melhor é comprar o automóvel com o acessório instalado de fábrica.

Quanto à instalação da direção hidráulica, os técnicos também aconselham comprar o veículo com opcionais instalados de fábrica. A diferença entre a direção e o ar-condicionado é que aquela peça continua sendo um acessório de conforto, embora desejado pela maioria dos motoristas, principalmente pelas mulheres, que não gostam de fazer esforço para estacionar o carro em vagas apertadas.

A vantagem da instalação do ar-condicionado e da direção hidráulica é o preço, que sai mais barato do que comprar um veículo com os itens de série. Mas as adaptações a que são submetidos os veículos podem ser motivos de preocupações para os donos de veículos. As principais desvantagens são perda de originalidade com a conseqüente perda da garantia, de potência, levando à desvalorização.

De acordo com o gerente de serviços da Eurocar, José Carlos, tanto o ar-condicionado como a direção são equipamentos que, quando instalados em veículos para os quais não foram previstos, acabam interferindo na estrutura do carro. Mesmo que seja feita em uma revenda autorizada ou em empresas especializadas, a instalação desses opcionais compromete o desempenho do automóvel, disse o técnico.

Segundo ele, o problema maior é querer equipar um carro com ar e direção se a fábrica não oferece esses equipamentos como opcional, o carro não vai suportar tais mudanças, avisou Carlos.

O técnico explica ainda que a queda na performance ocorre porque equipar o carro com um ar-condicionado significa a instalação de compressor, condensador e evaporador, que equivalem a quase 60kg a mais, deixando o carro mais pesado. Além disso, o radiador de um carro sem ar-condicionado de fábrica tem uma capacidade muito menor de refrigeração, salientou.

Em relação à direção hidráulica, Carlos alertou que, por mais simples que pareça ser, a adaptação envolve toda a parte elétrica. Ele diz que o ideal é investir um pouco mais e comprar o carro com os dois acessórios de fábrica, pois a relação custo-benefício vai ser mais compensadora. No entanto, mesmo diante das declarações dos técnicos, o mercado paralelo com preços bem acessíveis registra crescimento.

2/9/2011 - "Rapel" muda posições no ranking


O chamado "rapel", prática habitual no fim do mês - quando as concessionárias licenciam carros do estoque para contabilizar no mês e atingir e a meta de vendas - foi responsável por mudanças inesperadas no ranking de vendas por marcas em agosto.
O "esforço de vendas" fez o mercado registrar nada menos do que 20.992 unidades num único dia, quarta-feira (31). Um desempenho bem acima da média diária do mês, que foi de 13,3 mil unidades, conforme números provisórios do Renavam.
A Peugeot foi a empresa mais eficiente nas vendas de última hora. Com uma média de 340 carros/dia, a marca francesa extrapolou no último dia do mês e licenciou 1.146 unidades, principalmente dos modelos 207 e 408. Como consequência, a Peugeot saltou da décima para a sétima posição de um dia (30) para o outro (31), superando de uma só vez a Toyota, a Honda e a Citroën.
Mas quase todas as montadoras aumentaram as vendas dia 31 e por isso o efeito rapel não deu muito resultado, com exceção da Peugeot, que exagerou na dose: vendeu no último dia do mês 278% a mais do que a média diária de agosto.
A Mitsubishi também investiu pesado nas vendas no dia 31, mas o resultado não alterou a posição da marca no ranking, que permaneceu na 13ª. posição. A Mitsubishi vendeu dia 31 de agosto 569 unidades, 164% a mais do que a média diária, que foi de 215 carros.
Chery (que ganhou uma posição no ranking), Nissan e Honda também mais que dobraram o volume de vendas no último dia do mês.
Veja na tabela abaixo qual foi a média diária de vendas das quinze principais marcas em agosto e qual o tamanho do "rapel" no dia 31.
Esforço de Venda Quanto cada marca vendeu a mais no último dia do mês

Marca Media diária Ago Venda 31/8 Aumento %
Peugeot 303 1.146 278,2
Mitsubishi 215 569 164,7
Chery 135 324 140
Nissan 234 530 126,5
Honda 357 792 121,8
Toyota 311 565 81,7
Ford 1.220 2.050 68
Citroën 336 557 65,8
Hyundai 440 700 59,1
Kia 296 456 54,1
GM 2.432 3.688 51,6
VW 2.816 3.913 39
Fiat 2.927 4.051 38,4
JAC 137 187 36,5
Renault 766 980 27,9

Volks aperta a Fiat: em agosto a diferença foi de apenas 0,9 ponto


A Fiat manteve a liderança de vendas em agosto, mas a Volks chegou perto: ficou a apenas 0,9 ponto percentual da italiana, que vendeu 67.135 carros e comerciais leves, contra 64.429 da concorrente.
A GM manteve a terceira posição, com 18,2%, e a Ford a quarta, com 9,1%.
Renault, em quinto, e Hyundai, em sexto, também mantiveram as posições, mas a partir daí houve mudanças. A Peugeot, que até dias atrás estava em décimo lugar, fechou o mês em sétimo, com 7.802 unidades. A seguir, aparecem Honda, Citroën e Toyota, fechando alista das dez marcas mais vendidas no Brasil.

Montadoras dão desconto de até 30% para locadoras


-- Fica a pergunta: por que não dão esse desconto para o consumidor?
As concessionárias estão preocupadas com as vendas diretas, feitas da montadora para as locadoras de veículos. Os carros são vendidos para as locadoras com desconto de até 30% e depois são vendidos no varejo numa condição, evidentemente, muito mais vantajosa do que a da concessionária.
Existe um prazo legal mínimo de permanência do carro na locadora, de doze meses, mas nem sempre o período é respeitado: o carro é vendido antes.
Sérgio Reze, presidente da Fenabrave, que reúne dos concessionários de todo o Brasil, disse ao repórter Pedro Kutney, do Automotive Business, que essa prática está prejudicando as concessionárias, que, segundo ele, estão perdendo a rentabilidade.
Segundo o dirigente, além de comprarem o carro com desconto de até 35%, as locadoras não recolhem impostos comerciais sobre o valor da nota fiscal. Como são consideradas prestadoras de serviço, não recolhem ICMS.
Sérgio Reze questiona: "Se as montadoras podem dar descontos tão grandes às locadoras, por que elas não vendem mais barato para a concessionária, que poderia repassar o desconto para o cliente?"